Ministro Fux dá aula de jiu-jitsu no STF para crianças de projetos sociais

Praticante da arte marcial há mais de 50 anos, ministro participou de atividade com crianças e adolescentes.

 O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), trocou a toga pelo kimono na manhã desta quarta-feira e ministrou uma aula de jiu-jítsu para cerca de 45 crianças e adolescentes atendidos por projetos sociais mantidos por servidores da própria instituição. A atividade foi realizada no Centro de Treinamento da Secretaria de Polícia Judicial do tribunal, em Brasília.

Intitulada “O Jiu-Jitsu como transformação social”, a ação reuniu jovens participantes de iniciativas conduzidas de forma voluntária por policiais judiciais que são praticantes da modalidade. Para o ministro, que pratica a arte marcial há mais de 50 anos e detém a faixa-coral — o oitavo grau, uma das mais altas graduações da modalidade no país —, o esporte vai muito além do tatame.

“O jiu-jítsu traz uma independência olímpica: fazer aquilo que se acha certo, independentemente de divergências. Isso vale para a vida e também para a magistratura”, afirmou Fux durante o encontro. Segundo ele, a prática transmite valores fundamentais como disciplina, cidadania e autoestima, ferramentas essenciais para a formação integral dos jovens.

Os projetos envolvidos na iniciativa utilizam o esporte como instrumento de inclusão e proteção social, buscando afastar crianças e adolescentes de situações de vulnerabilidade e violência, ao mesmo tempo que promovem o desenvolvimento pessoal. A ação no STF não é a primeira do gênero: em agosto deste ano, o ministro levou a mesma proposta ao Projeto Osvaldo Alves, em Manaus (AM), onde também trabalhou com jovens atendidos por programas sociais locais.

A atividade encerrou-se com a entrega de certificados e com a expectativa de que novas edições sejam realizadas, reforçando o esporte como elo entre a instituição e a comunidade.