
O valor de produção da pecuária atingiu R$ 141,2 bilhões em 2025, recorde da série e alta de 6,2% na comparação com 2024, segundo a Pesquisa da Produção da Pecuária Municipal, divulgada nesta quarta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os produtos de origem animal responderam por R$ 128 bilhões, crescimento de 5,6%. A aquicultura somou R$ 13,2 bilhões, alta de 12,5%.
Redução do rebanho
O rebanho bovino brasileiro caiu 1,7% em 2025, para 234,3 milhões de cabeças. É o segundo recuo anual consecutivo e o menor efetivo desde 2022, quando o país tinha 234,9 milhões de bovinos.
Segundo o IBGE, a redução está relacionada ao aumento dos abates nos últimos quatro anos, especialmente de fêmeas.
O Centro-Oeste concentrou o maior rebanho do país, com 72,2 milhões de cabeças, ou 30,8% do total. A região, no entanto, registrou queda de 3,7% no efetivo, a terceira consecutiva.
O Norte tinha 63,4 milhões de bovinos, redução de 1,8% em relação a 2024. No Sudeste, o rebanho caiu 1,0%, para 37,3 milhões de cabeças, enquanto o Sul registrou queda de 1,7%, para 24,1 milhões.
O Nordeste foi a única região a ampliar o rebanho em 2025, com alta de 2,2%, para 37,3 milhões de cabeças.
Entre os municípios, São Félix do Xingu (PA) manteve a liderança, com 2,7 milhões de bovinos, equivalente a 1,2% do total nacional. Na sequência aparecem Corumbá (MS), com 2,2 milhões; Porto Velho (RO), com 1,7 milhão; Cáceres (MT), com 1,4 milhão; e Marabá (PA), com 1,3 milhão.
Produção de leite recorde
A produção de leite de vaca alcançou 36,7 bilhões de litros em 2025, alta de 2,7% em relação ao ano anterior e o terceiro recorde consecutivo. O resultado ocorreu mesmo com uma redução de 2,7% no número de vacas ordenhadas.
Foram 14,7 milhões de vacas ordenhadas no ano, o menor número da série histórica do IBGE, iniciada em 1974.
Ao mesmo tempo, a produtividade avançou 5,6%, para 2.498,7 litros por vaca ao ano, também um recorde. De acordo com o instituto, o resultado reflete condições climáticas favoráveis, investimentos em genética e manejo e a reorganização da base produtiva.
A região Sul voltou a liderar a produção nacional, com 12,5 bilhões de litros, ou 34% do total, alta de 4,4% em um ano. O Sudeste produziu 12,3 bilhões de litros, crescimento de 2,3%, e respondeu por 33,5% do total.
O Nordeste ficou em terceiro lugar, com 6,6 bilhões de litros e alta de 2,7%. O Centro-Oeste produziu 3,6 bilhões de litros, queda de 1%, enquanto o Norte registrou 1,7 bilhão de litros, alta de 1,4%.
Castro (PR) foi o município com maior produção de leite, com 532,8 milhões de litros, aumento de 10% em relação a 2024. Carambeí (PR), com 306,8 milhões de litros, e Patos de Minas (MG), com 249,2 milhões, completaram as primeiras posições.
Galináceos e ovos
O número de galináceos chegou a 1,6 bilhão de cabeças em 2025, alta de 1,6% em relação ao ano anterior e novo recorde.


