
Mato Grosso, o gigante da América do Sul que alimenta o Brasil e o mundo, chega à reta final das eleições com uma pergunta que não pode ser ignorada: de que adianta tanta riqueza se parte da população continua dependendo de ambulâncias para conseguir atendimento médico?
O estado que exporta soja, milho, algodão e carne ainda convive com uma realidade difícil nos seus rincões. No Oeste mato-grossense, a população de Pontes e Lacerda e dos municípios vizinhos espera há anos por um hospital regional capaz de reduzir as longas viagens em busca de atendimento especializado.
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Pontes e Lacerda, novo pólo do agronegócio na região oeste sonha com hospital regional desde sua criação e Mauro Mendes não resolveu o problema em 7 anos. Será senador da região pôr 8 anos?
A chamada ambulanceterapia continua sendo uma preocupação para famílias que precisam percorrer centenas de quilômetros para cuidar da saúde.
Hospital no papel: a promessa que o Oeste ainda espera
Mauro Mendes deixa o Palácio Paiaguás com seis hospitais em construção, segundo os anúncios do governo estadual. São obras importantes para ampliar a rede pública de saúde, mas que ainda dependem de conclusão, estruturação e início efetivo do atendimento.
Enquanto isso, o Hospital Regional do Sudoeste Mato-grossense, em Pontes e Lacerda, continua sendo uma antiga reivindicação da população do Oeste.
O projeto foi anunciado em março de 2026, mas, em setembro, ainda estava na fase de preparação para licitação.
A pergunta que não quer calar é: quando a obra vai começar?
Quando as máquinas entrarão no canteiro? Quando os primeiros pilares serão erguidos? E, principalmente, quando o hospital estará funcionando para atender quem precisa?
Para quem vive no Oeste, anúncio de hospital não resolve emergência médica. O que salva vidas é uma unidade funcionando, com médicos, profissionais de saúde, equipamentos e leitos disponíveis.
A população não quer mais promessas. Quer atendimento perto de casa.
Sete mil quilômetros de asfalto: qual é o segredo do Mister M?
Mauro Mendes deixa o governo anunciando ter executado cerca de 7 mil quilômetros de asfalto em sete anos de gestão.

Na porta da Bolívia, caminhão burro preto faz imprimação( pixe) de trecho na rodovia MT 199.
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Após imprimação caminhão despeja pedra brita na primeira parte do tratamento superficial duplo, o TSD.

Depois de receber cola a brita é coberta por pedrisco, segunda e penúltima etapa da obra "casca de ovo" para carga pesada. Bicicleta, motos, carroça, Fiat, Fusca, camionete e caminhão de mudanças leve, terão livre acesso. Já, cargas pesadas como os gigantes boiadeiros de dois andares, bitrem com insumos e carretas de soja será um grande problema do asfalto que leva a marca Mister M, o mágico de Mato Grosso.

Pó de brita, parte branca, encobre o pedrisco sendo despejado pelo caminhão e, assim está pronto o asfalto num dos trechos de 7 mil kilometros em execução na rodovia MT 199. Desvendando o golpe mágico do Mister M direto de Goiás.

Prá evitar injustiças e falso testemunho, veja e compare a tampa de uma caneta Bic e o asfalto pronto, antes da cobertura do pó de brita. Uma grande vergonha o que o governo Mauro Mendes está fazendo com o dinheiro público do povo matogrossense.
Um número expressivo, que merece ser acompanhado de informações claras sobre os tipos de pavimento, os custos, a extensão efetivamente entregue e a durabilidade das obras.
É aí que entra o nosso Mister M do asfalto.
O famoso mágico ficou conhecido por revelar os segredos dos truques. Em Mato Grosso, a população também quer conhecer os detalhes por trás dos números anunciados.
Quantos quilômetros receberam Tratamento Superficial Duplo (TSD)? Quantos foram pavimentados com Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ)? Quantos representam estradas novas e quantos correspondem à recuperação de trechos existentes?
O TSD utiliza ligantes asfálticos e agregados minerais em duas aplicações sucessivas, formando uma camada superficial de revestimento. Já o CBUQ é uma mistura asfáltica produzida a quente, com características próprias de aplicação e desempenho.
São soluções diferentes, cuja adequação depende do projeto, do tráfego e das condições da estrada.
Na MT-199, entre Vila Bela da Santíssima Trindade e a fronteira com a Bolívia, a expectativa é de uma ligação capaz de suportar o transporte de cargas e impulsionar a economia regional.
A rodovia deverá atender ao transporte de soja, milho, gado e outros produtos, com circulação de caminhões pesados.
É justamente aí que está a cobrança da população do Oeste: a expectativa era de uma solução de maior resistência para uma estrada que pretende se transformar em corredor de cargas pesadas.
Não se trata de afirmar que o TSD é inadequado em qualquer situação. O ponto é outro: diante do tráfego esperado, o contribuinte tem o direito de saber qual foi o estudo de tráfego, qual o dimensionamento do pavimento, qual a especificação contratual e por que essa solução foi escolhida em vez de uma capa em CBUQ.
A pergunta é simples e objetiva: a pavimentação executada na MT-199 foi dimensionada para suportar, durante sua vida útil prevista, o tráfego pesado que a própria Rota Bioceânica pretende colocar sobre ela?
Não basta contar quilômetros. É necessário conhecer os contratos, os materiais empregados, os custos e os resultados da fiscalização.
Pontes, investimentos e fiscalização
As obras de pontes também integram o pacote de infraestrutura do governo estadual.
Estruturas de grande porte exigem projetos, especificações técnicas, fiscalização e transparência na aplicação dos recursos públicos.
Por isso, a divulgação dos contratos, dos quantitativos de materiais empregados, dos custos e dos relatórios de fiscalização é fundamental para que a sociedade acompanhe a execução das obras.
A população tem o direito de conhecer os valores investidos e os critérios utilizados na escolha das soluções de engenharia.
Casa de Pedra: mineração, meio ambiente e transparência
Em Cuiabá, a Mineradora Casa de Pedra, ligada a empresas da família de Mauro Mendes, também está no centro de questionamentos sobre a atividade minerária na região da Chapada dos Guimarães.

Imagem aérea mostra o tamanho da destruição do garimpo Casa de Pedra dentro da zona de amortecimento do Parque de Chapada dos Guimarães. Impressionante!!!...
Reportagens publicadas em 2023 apontaram a presença de empreendimentos de mineração na Área de Proteção Ambiental da Chapada dos Guimarães e na zona de amortecimento do parque nacional. A cobertura também registrou decisões judiciais relacionadas a exigências ambientais impostas a empresas vinculadas à atividade.
O tema exige transparência e acompanhamento dos órgãos ambientais e de controle.
Quais são as autorizações concedidas? Quais condicionantes ambientais precisam ser cumpridas? Como são fiscalizados os empreendimentos? E quais medidas são adotadas para recuperar áreas degradadas?
São perguntas legítimas quando se trata de atividade econômica em uma região de relevância ambiental.
A discussão ganha dimensão política diante da trajetória de Mauro Mendes, que deixou o governo para disputar uma vaga no Senado.
Imunidade parlamentar não é licença para descumprir a lei
A possibilidade de ocupar uma cadeira no Senado também coloca em evidência o debate sobre as prerrogativas parlamentares.
A Constituição prevê imunidades para deputados e senadores, especialmente relacionadas ao exercício do mandato, além de regras específicas sobre prisão e processos criminais.
Essas garantias, contudo, não representam autorização para descumprir a legislação nem eliminam automaticamente a atuação dos órgãos de fiscalização e da Justiça.
No caso de qualquer empreendimento minerário, a responsabilidade ambiental e o cumprimento das normas devem ser apurados com base em documentos, licenças, decisões judiciais e fatos comprovados.
O eleitor tem o direito de conhecer os interesses econômicos envolvidos, os registros públicos disponíveis e os compromissos assumidos pelos candidatos.
Oeste mato-grossense: a resposta pode estar nas urnas
Na região Oeste, a população convive com uma combinação de reivindicações antigas: hospital regional, estradas de qualidade, oportunidades de trabalho e condições para desenvolver atividades econômicas dentro da lei.

Mauro e Virgínia Mendes passaram 7 anos no poder, mas não conseguiram vencer o maior drama da região oeste que é a construção de um hospital regional em Pontes e Lacerda. Terão mais um voto de confiança pra continuar " trabalhando" por Mato Grosso em Brasília? Daqui a 11 dias a resposta estará nas ruas.
Produtores rurais, pescadores, trabalhadores e moradores de comunidades fronteiriças querem respostas concretas.
O hospital regional de Pontes e Lacerda permanece na expectativa de sair do papel. A MT-199 avança com a promessa de integração internacional. E a discussão sobre a qualidade das obras públicas continua aberta.
Enquanto isso, servidores públicos também cobram atenção às questões salariais, incluindo a recomposição das perdas inflacionárias.
O eleitor mato-grossense terá a oportunidade de avaliar os anúncios, os resultados apresentados pelo governo e as demandas que ainda aguardam solução.
Mato Grosso não precisa apenas de números grandiosos. Precisa transformar sua riqueza em saúde, infraestrutura durável, transparência e qualidade de vida.


