
Segundo o boletim, a recria e engorda registrou o maior aumento nos custos, de 5,09%, seguida pelo ciclo completo, com alta de 2,38%, e pela cria, que teve elevação de 1,75%.
De acordo com o Imea, o aumento foi provocado por despesas maiores com alimentação dos animais, manejo sanitário e manutenção das pastagens. Além disso, os bezerros usados para reposição ficaram mais caros, elevando ainda mais os gastos dos produtores que precisam comprar animais para continuar a produção.
O instituto alerta que esse cenário pode continuar ao longo do ano. Se a oferta de bezerros permanecer baixa, os preços devem seguir elevados. Isso beneficia quem vende bezerros, mas aumenta os custos de quem compra animais para recriar e engordar.
Além do aumento das despesas, os produtores também enfrentam um mercado mais pressionado. A arroba do boi em Mato Grosso caiu mais do que em São Paulo nas últimas semanas. Segundo o Imea, isso ocorre porque o Estado depende fortemente das exportações de carne bovina para a China, e as incertezas envolvendo o mercado chinês reduziram o ritmo das compras pelos frigoríficos exportadores.
Mesmo com esse cenário, o mercado futuro apresentou sinal positivo. O contrato do boi gordo para julho registrou valorização de 1,33%, indicando uma melhora nas expectativas para os próximos meses.


