
O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pediu nesta terça-feira (21) que o Senado americano aprove um suplemento de US$ 67 bilhões (cerca de R$ 340 bilhões) para o departamento no ano fiscal de 2026.
Em testemunho no Senado, Hegseth ressaltou que o valor suplementar não substitui o orçamento de US$ 1,5 trilhão (equivalente a R$ 7,6 trilhões). “O Pentágono precisa de fundos urgentemente”, enfatizou ele sobre a guerra contra o Irã. O secretário ainda solicitou US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,2 bilhões) para equipamentos perdidos ou danificados em combate e US$ 1,5 bilhão (equivalente a R$ 7,6 bilhões) para déficits críticos de combustível para missões.
Segundo ele, até o momento, a guerra contra o Irã custou US$ 37,5 bilhões (equivalente a R$ 190,3 bilhões) aos cofres americanos.
Alguns manifestantes interromperam as observações iniciais de Hegseth e foram removidos pela Polícia do Capitólio. O secretário fez uma pausa quatro vezes para que os manifestantes fossem retirados da sala.
A Câmara recentemente aprovou uma resolução de poderes de guerra, limitando a capacidade de Donald Trump de conduzir as ofensivas contra o Irã, com alguns republicanos se juntando aos democratas para aprovar a medida, mas nenhuma resolução foi aprovada por ambas as câmaras para ser enviada à mesa do presidente.
EUA afirmam que Irã está “desesperado” para negociar
Autoridades dos Estados Unidos afirmaram nesta terça que o Irã está “desesperado” para se reunir com Washington e negociar o fim da guerra, em meio a um recrudescimento das tensões no estreito de Ormuz, onde alertou que, se continuar atacando navios comerciais, “retaliará com uma força dez vezes maior”.
Trump ameaçou com novos ataques contra o Irã, visando instalações nucleares que, segundo o presidente norte-americano, Teerã pretende reconstruir. “Eles estão envolvidos nisso por causa das armas nucleares e estão tentando, possivelmente, reconstruir uma instalação. Atacaremos essa instalação”, afirmou.
“Para que nem sequer pensem em armas nucleares, atacaremos com muita, muita força”, disse ele, para ressaltar que os Estados Unidos infligiram graves danos ao país e que “levarão entre 20 e 25 anos para se recuperar” dessa ofensiva, que ele classificou como um “grande sucesso” do Exército norte-americano. “Se partíssemos amanhã, teríamos obtido um grande, um grande sucesso. Mas não vamos embora amanhã”, afirmou ele sobre a continuação da guerra.
Da mesma forma, sobre o bloqueio do perímetro reimposto pela Marinha dos Estados Unidos em Ormuz, o chefe da Casa Branca destacou que o “bloqueio está em andamento”. “É total, ou seja, ninguém pode passar. Ninguém consegue atravessar o bloqueio. É como um muro de aço”, enfatizou.
Durante as declarações no Salão Oval, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, insistiu que a República Islâmica tem “todas as oportunidades para negociar e demonstrar que está agindo de forma razoável em relação ao estreito de Ormuz”, embora tenha alertado que Washington intensificará os ataques se o Irã continuar com o impasse nessa rota marítima estratégica.
“Se eles atirarem contra um navio mercante, então vamos atacá-los, como disse o presidente, dez vezes mais forte, e a cada noite estamos enfraquecendo-os cada vez mais”, afirmou ele diante dos jornalistas.


