
A declaração foi feita a jornalistas durante o voo para Kuala Lumpur, na Malásia, onde está previsto um encontro com o presidente Lula (PT).
A reunião ocorrerá neste domingo, 26, em meio à cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), que reúne líderes de diversos países para tratar de temas econômicos e diplomáticos.
“Acredito que vamos nos reunir, sim”, disse Trump após a decolagem.
“Sim, sob as circunstâncias certas, seguramente”, afirmou ao ser questionado se considerava rever o tarifaço aplicado aos produtos brasileiros.
As tarifas, aplicadas em julho, impuseram sobretaxas de até 40% sobre itens da pauta exportadora brasileira. As medidas afetaram principalmente os setores agrícolas e industriais.
Em coletiva na Indonésia, Lula afirmou na sexta-feira que pretende “mostrar que houve equívoco nas taxações”.
“Quero provar com números. A tese pela qual se taxou o Brasil não tem sustentação. Os Estados Unidos têm superávit de 410 bilhões de dólares em 15 anos com o Brasil”, disse.
Exigência de Trump
Antes de embarcar para Kuala Lumpur, Lula disse que o Brasil ainda não recebeu nenhuma exigência formal da Casa Branca.
“Não tem exigência dele (Trump) e não tem exigência minha ainda. Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Pode ficar certo que vai ter uma solução”, afirmou.
Lula e Trump se encontraram brevemente em setembro, durante a Assembleia das Nações Unidas. Na ocasião, o presidente americano disse que teve uma “excelente química” ao se encontrar com o petista.
“Eu estava entrando aqui e o presidente do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu e nós nos abraçamos. Acredita nisso? Nós combinamos que vamos nos encontrar na próxima semana. Nós não teremos muito tempo para falar, talvez uns 20 segundos”, afirmou o americano.


