
Os candidatos que fizeram as provas objetivas da segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) no último domingo têm até esta quarta-feira (dia 8) para fazer pedidos de recursos, caso não tenham concordado com as respostas indicadas pelos gabaritos preliminares, divulgados pela banca Fundação Getlio Vargas (FGV). Professores de cursinhos indicam algumas questões que podem ser contestadas.
O prazo para a interposição de recursos se iniciou na terça-feira, dia 7, e vai até esta quarta-feira. Só após a interposição dos recursos, serão divulgados os gabaritos oficiais definitivos. Confira abaixo como recorrer.
Como fazer a interposição de recursos?
- Ao entrar nesse link, o candidato será direcionado para a área do login, que pode ser feito com sua conta gov.br
- Após fazer o login, o candidato chegará à seguinte página, onde deve clicar em "Recurso contra gabarito":
Vale a pena pedir recurso?
Segundo o professor Eduardo Cambuy, do Gran Concursos, é importante que os candidatos busquem melhorar sua nota, e o recurso pode ser uma ferramenta para garantir que a pontuação final reflita o conhecimento do candidato, corrigindo possíveis falhas da banca examinadora.
— Eu encorajaria fazer o pedido de recurso no sentido de buscar a mudança de gabarito ou a anulação das questões que apresentaram ambiguidades ou erros. Sempre vale a pena entrar com recursos se o candidato entende que está na briga da pontuação. O recurso é uma possibilidade de melhoria na nota e pode ser a diferença entre ficar dentro ou fora da lista de classificados ou das vagas — considera.
Quais questões podem ser contestadas?
Cambuy indica algumas questões do bloco 2 (considerando a prova do tipo 1) que podem ser contestadas. São elas:
- Questão 55, por ambiguidade e dupla interpretação
- Questão 89, por erro na aplicação estatística/fator de correção
- Questão 56, por erro factual e cronológico
- Questão 38, por imprecisão e exagero legal
Já no bloco 1, os professores do Gran Concursos indicam questões (considerando a prova tipo 4) como a 47, a 69, a 85 e a 87. Confira as questões indicadas pelos professores nos demais blocos:
- Bloco 3 (prova tipo 1): 81, 84 e 90
- Bloco 4 (prova tipo 2): 80 e 88
- Bloco 7 (prova tipo 2): 57
- Bloco 8 (prova tipo 2): 50, 59 e 66
Para saber mais, confira as explicações detalhadas no site do Gran Concursos.
Como escrever o pedido?
O professor Bruno Bezerra, do Estratégia Concursos, explica que alguns cuidados são necessários na hora de elaborar a interposição de recursos. Além de se atentar para o prazo, é importante manter linguagem formal e tom respeitoso.
— Preparar o recurso com cuidado, respeito e embasamento técnico pode ser o diferencial que garante pontos importantes e melhora a posição do candidato na classificação final. O recurso deve ser redigido com clareza e objetividade, evitando críticas, ironias ou desabafos. A banca examinadora avalia o conteúdo técnico do pedido, e não manifestações emocionais — explicou.
Bruno também ressalta que é importante não copiar textos prontos encontrados na internet. O candidato pode se inspirar em modelos ou em análises de professores, mas o ideal é que escreva o recurso com suas próprias palavras, já que recursos idênticos podem ser indeferidos sem análise individual.
O texto precisa indicar o número da questão, descrever o motivo da divergência e indicar se o pedido é pela anulação da questão ou pela alteração do gabarito.
— É essencial apresentar argumentos sólidos que sustentem o pedido, utilizando, por exemplo, fundamentos de natureza legal (baseado em lei), doutrinária ou jurisprudencial. Recursos genéricos, sem justificativas técnicas, raramente são acolhidos.
Em linhas gerais, a estrutura do recurso deve conter, segundo o professor:
- Uma saudação formal à banca;
- Identificação da questão questionada;
- Exposição objetiva do motivo do pedido;
- Fundamentação técnica;
- Encerramento cordial.
Como acessar o gabarito?
O gabarito pode ser acessado na área interna do site da FGV, onde os candidatos poderão saber qual prova fizeram e identificar o gabarito compatível.
Todos os tipos dos cadernos das provas já estão disponíveis no link: https://conhecimento.fgv.br/cpnu2. Para saber qual prova fez, o candidato deve entrar em sua inscrição na Área do Candidato, no endereço: https://inscricao-cpnu.conhecimento.fgv.br/
Nota final do concurso
A nota final das provas será calculada a partir da soma: nota da prova objetiva (NPO) + nota da prova discursiva (NPD) + nota de avaliação de títulos (nos casos em que houver).
No caso dos cargos de nível superior, a nota final ponderada segue regras específicas para cada vaga, já que a pontuação considera pesos diferentes conforme o cargo pretendido.
Para os cargos de nível médio (Blocos de 8 e 9), a nota final funcionará da seguinte forma:
Nestes blocos, a nota final ponderada (NFP) será a soma da pontuação nas provas objetivas e da nota da redação. Mas os títulos também contam. Entenda:
- Prova objetiva: 68 questões, valendo até 68 pontos.
- Redação: até 30 linhas, totalizando no máximo 30 pontos.
- Títulos: até 2 pontos.
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