
Aos 8 anos, André Pianizzer Michei, de Brusque (SC), foi aceito na Mensa, organização internacional que reúne pessoas no topo dos testes de inteligência.
O ingresso ocorreu após o menino alcançar QI 133 em avaliação padronizada, pontuação classificada como muito superior.
Habilidades precoces chamaram a atenção
As primeiras evidências de desenvolvimento acelerado surgiram ainda no berçário.
Registros familiares apontam que André soletrava palavras por volta de 1 ano e meio e demonstrava curiosidade incomum para a faixa etária.
Quando talento e dúvidas se misturam
Embora os avanços fossem visíveis, a rotina nem sempre foi simples.
Segundo os pais, Carine e Charles Michei, a socialização na creche trouxe desafios.
Em diferentes momentos, a família buscou explicações para comportamentos de perfeccionismo e rigidez e chegou a cogitar a hipótese de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
A superdotação não figurava entre as primeiras suposições, o que atrasou a leitura do quadro como pertencente ao espectro das altas habilidades.
O caminho até a Mensa
A virada se deu com a orientação de profissionais e a realização de um teste de inteligência reconhecido.
O resultado de 133 pontos — muito acima do esperado para a média populacional — embasou o processo de admissão na Mensa, que exige desempenho equivalente ao percentil 98 ou superior em instrumentos psicométricos aprovados.
Com a documentação enviada e validada, André passou a integrar a sociedade de alto QI, passo que ajuda a organizar o suporte às suas necessidades cognitivas e sociais.
Ajustes na rotina familiar
A confirmação do perfil de altas habilidades reorientou a rotina em casa.
Conforme relataram os responsáveis, passou a haver um equilíbrio mais consciente entre estímulos compatíveis com o repertório do menino e cuidados para evitar sobrecarga.
Além do piano, a família procura oferecer desafios intelectuais calibrados, sem perder de vista o aspecto socioemocional, frequentemente impactado por traços como a busca incessante por exatidão e a dificuldade em lidar com frustrações.
Escola e desenvolvimento acadêmico
As reportagens que tornaram o caso público não detalham mudanças curriculares específicas ou acelerações formais na escola.


