
Um ataque de drone ucraniano danificou uma linha de energia e provocou um incêndio em uma estação ferroviária na região de Volgogrado, no sul da Rússia, durante a noite, informou a administração regional nesta segunda-feira (4).
Imagens de testemunhas oculares capturaram um enorme incêndio que consumiu a estação ferroviária de Archeda, em Frolovo, após ter sido atingida no que as autoridades russas disseram ter sido um ataque de drones ucranianos.
O Ministério da Defesa da Rússia informou que suas unidades destruíram um total de 61 drones ucranianos durante a noite, incluindo seis sobre a região de Volgogrado.
O ministério informa apenas o número de drones destruídos, não quantos foram lançados pela Ucrânia.
A administração da região citou Bocharov dizendo que o ataque foi “massivo” e teve como alvo a infraestrutura de energia e transporte.
Não houve comentários imediatos da Ucrânia, que tem realizado ataques frequentes à infraestrutura dentro da Rússia que Kiev considera essencial para os esforços de guerra de Moscou — incluindo a região de Volgogrado, próxima à fronteira com a Ucrânia.
Entenda a guerra na Ucrânia
A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.
Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.
A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.
O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.
Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.
Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.


