
Macacos transformaram o Templo Uluwatu, um ponto turístico famoso em Bali, na Indonésia, em palco de pequenos “golpes”, segundo o jornal norte-americano The Wall Street Journal.
Cerca de 600 macacos habitam o Templo Uluwatu, um local sagrado que data do século 10 ou 11. Para muitos moradores locais, esses animais são considerados guardiões do local.
Segundo o Wall Street Journal, que cita Ketut Ariana, um tratador de macacos local, os primatas roubam de cinco a dez smartphones por dia, totalizando dezenas de itens de valor por semana.
Eles são tão espertos que conseguem diferenciar objetos importantes para os humanos, como celulares e óculos, de itens menos valiosos, como chapéus ou grampos de cabelo, segundo cientistas da Universidade de Lethbridge, no Canadá, que analisaram centenas de horas de filmagens desses macacos.
Turistas surpreendidos pelos ‘ladrões’
A experiência de ser “assaltado” por um macaco pode ser tão divertida quanto frustrante. Jonathan Hammé, um turista de Londres, teve seus óculos de sol roubados e descreveu a situação ao Wall Street Journal. “Os macacos tomaram conta do templo. Eles estão aplicando golpes”, disse.
Os furtos são tão comuns que os tratadores de macacos, conhecidos como “pawang”, tornaram-se figuras essenciais no templo. Eles negociam com os primatas, oferecendo alimentos em troca dos itens roubados.
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Em um dos vídeos analisados pela equipe da Universidade de Lethbridge, um macaco aparece observando o tablet de um turista. Quando o aparelho é guardado, o primata rapidamente pega uma tigela de comida, esperando pela “recompensa”.
Origem do ‘crime organizado’
De onde vem esse comportamento? Segundo Kadek Ari Astawa, que coordena os tratadores de macacos, a prática começou quando o templo passou a proibir os turistas de alimentar os animais diretamente.
Antes disso, os visitantes ofereciam comida aos macacos, o que criou uma associação entre humanos e alimento. Quando a administração do templo implementou a proibição, os macacos encontraram uma solução criativa: roubar pertences para “exigir” comida como resgate.


