
O recém-empossado desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Deosdete Cruz Júnior, agradeceu publicamente o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ulisses Rabaneda, por negar mais uma tentativa deputado federal Emanuelzinho (MDB) em impedir sua posse e nomeação. A negativa ocorreu essa semana, às vésperas da posse.
Em seu primeiro discurso como magistrado, Deosdete começou agradecendo a todos que o ajudaram a chegar ao cargo de desembargador durante o processo de escolha pelo quinto constitucional. “Várias tentativas existiram para que esse ato não acontecesse. Mas a minha fé e a minha confiança de que há homens e mulheres nas posições corretas, me deram a tranquilidade. E quero de público elogiar o conselheiro Ulisses Rabaneda pela sua postura corajosa e imediata em refutar uma alegação que almejava suspender esse ato”, disse nesta sexta-feira (7).
Ele também agradeceu pelos votos que recebeu tanto do Conselho Superior do Ministério Público de Mato Grosso (CSMP-MT) e pelos votos dos desembargadores durante a formação da lista tríplice, mesmo sabendo que existiam candidatos em melhores condições que ele.
“Eu me senti, excelências, totalmente amparado pelos meus colegas e amigos leais do Ministério Público, que reconheceram em mim os atributos necessários para candidatar-me à honrosa função. Testemunho o sincero desapego de diversos desses, de enorme envergadura jurídica e moral, que, apesar de disporem de melhores condições do que as minhas para essa disputa, optaram por empenhar apoio ao meu nome”, continuou.
O desembargador Deosdete também agradeceu o governador Mauro Mendes (União) pela nomeação. "Pois vossa excelência, governador, dispunha de uma lista tríplice com dois outros valorosos nomes de colegas que preenchiam todas as melhores qualidades para desempenhar essa função. E, ainda assim, escolheu meu nome. Tenha certeza que honrarei essa escolha atuando de maneira incansável para a consagração da Justiça como um valor inafastável no Estado Democrático de Direito".
A decisão de Ulisses Rabaneda, que rejeitou o pedido de suspensão da nomeação, ocorreu na quinta-feira (6). O conselheiro apontou que não compete ao CNJ atuar em atos administrativos de governadores e do Ministério Público, mas apenas em atos do Poder Judiciário brasileiro.
“Em outras palavras, o pedido formulado na inicial para anular o ato praticado pelo Conselho Superior do Ministério Público, bem como da nomeação do governador do Estado do Promotor de Justiça Deosdete Cruz Júnior para o cargo de Desembargador não deve ser formulado perante este Conselho”, disse.
Fonte: Gazeta Digital
Crédito da Foto: Vinicius Mendes